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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pinga-fogo com Chico Xavier

       O Pinga-fogo foi um programa de entrevistas, elaboradas por competentes jornalistas da extinta TV Tupi de São Paulo, do qual Chico Xavier participou.
       Ele respondeu aos questionamentos,  sob inspiração de Emmanuel, pela primeira vez, às vinte e três horas e trinta minutos, do dia 27 de julho de 1971. Foi o programa de maior audiência até hoje na tv brasileira, representando um marco na história do Espiritismo.
       Num programa, Chico foi questionado sobre crianças com deficiências. O repórter começou sua abordagem destacando que cada um de nós vem cumprir uma missão na Terra, acrescentando pontos às suas vidas pregressas.  Como ele só via sofrimento e dor nas crianças que nascem: cegas, surdas, mudas ou aleijadas, não conseguia vislumbrar ali qualquer tipo de evolução. Ao seu ver, só se sabia que determinadas crianças atendidas pelas Casas André Luiz estavam vivas porque respiravam, inspirando piedade aos que as asilavam e protegiam.
       Foi bastante esclarecedora a resposta de nosso anjo encarnado! Chico relacionou a situação de tais deficiências com o cometimento de atos de homicídio ou suicídio, vivências que dilapidam determinadas estruturas do nosso corpo espiritual.
       O desequílíbrio é tão intenso e afeta tanto nossas estruturas, que no momento adequado (quando demonstramos verdadeiro arrependimento), somos hospitalizados em cidades espirituais como doentes mentais em estado grave. Nessa situação, somente o regresso ao corpo físico pode recuperar o que destruímos no corpo espiritual. Daí, muitas vezes, a idiotia nada mais é do que um autotratamento intensivo adequado às necessidades daquele espírito.
       Chico deixou claro que uma criança doente não é obra de Deus, pois Ele nos criou para a harmonia e para a felicidade. Temos livre arbítrio e às vezes abusamos dele e desrespeitamos as leis da natureza, arcando com as consequências. Somos nós mesmos que criamos nosso inferno. O sentimento de culpa faz com que criemos mecanismos de sofrimento e expiação. Deus não pune e não é vingativo, pois se  o fizesse não seria perfeito!
       Jamais devemos pensar em eutanásia, pois as pessoas que nascem com deficiência precisam dela para recuperar suas estruturas: essa é a sua tarefa de encarnados, por mais que sua vida nos pareça sem sentido. A família que recebe um filho com necessidades especiais também precisa daquele filho, por algum motivo, e precisa amá-lo e ampará-lo. Tanto quanto possível todos devemos auxiliar as famílias que recebem uma criança doente e as crianças desprovidas de um lar.
       Ao encerrar a entrevista, Chico falou que são bem-aventurados aqueles que puderem estender as mãos para as criancinhas que nascem na condição em questão, mexendo com a sensibilidade dos ouvintes e enchendo de coragem e disposição o coração das pessoas que lidam com este tipo de dificuldade e que merecem todo o nosso apoio, todo o nosso amor e todo o nosso respeito!

       

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