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domingo, 17 de outubro de 2010

Homossexualidade


       Gibson Bastos, em seu livro: Além do Rosa e do Azul - Recortes Terapêuticos sobre a Homossexualidade à Luz da Doutrina Espírita, traz um texto extremamente simples, esclarecedor e interessante sobre o assunto.
       Inicialmente, ele destaca que, por mais que se diga que a vida sexual de uma pessoa é algo para ser vivido entre quatro paredes, na prática não é assim que funciona, pois cada sociedade cria regras, estabelecendo padrões de comportamento sexual humano, criando expectativas a respeito  do papel a ser desempenhado pelo homem e pela mulher, considerando anormal tudo o que foge a esse padrão.
       Na maioria das sociedades, entende-se por normal a atração sexual por seres de sexos opostos - chamamos isto de heterossexualidade.
       Quando a atração acontece entre pessoas do mesmo sexo, chamamos de homossexualidade e, quando existe atração pelos dois sexos: bissexualidade.
       Os conflitos por não adesão ao papel sexual esperado, tem provocado a homofobia, que é um termo utilizado para identificar ódio, aversão ou discriminação de uma pessoa contra homossexuais. Estão incluídas aí, desde as formas mais sutis, silenciosas, até as mais nocivas e perigosas, das quais não tem nos faltado exemplos divulgados na mídia.
       Fico pensando nos muitos pequenos comportamentos homofóbicos, que não aparecem em jornais, mas que magoam profundamente, como exemplo os desentendimentos familiares movidos por preconceitos e não aceitação de uma realidade indesejada.
       Bastos explica que a sexualidade humana é muito complexa e que possui 4 componentes: o sexo biológico, a identidade de gênero, o papel sexual e a orientação sexual.
       O sexo biológico é definido a partir dos órgãos reprodutores que o indivíduo possui.
       A identidade de gênero refere-se à identidade psicológica que o indivíduo consegue ter com seu sexo biológico: sentir-se bem (ou não) em ser homem ou mulher. Em geral, os travestis e transsexuais fazem mudança na aparência física por não se identificarem com seu sexo biológico.
       O papel sexual é a adesão às normas culturais do comportamento masculino e feminino. Cada sociedade estabelece os comportamentos aceitos num homem ou numa mulher. Jogar futebol já foi coisa só de homem; afazeres domésticos já deixou de ser coisa só de mulher.
       Orientação sexual é caracterizada por uma duradoura atração emocional, romântica, afetivo-sexual, que o indivíduo sente por outro. Daí sim as diferentes formas: heterossexual, homossexual, bissexual.
       Como somos fruto de diversas encarnações, nossa orientação sexual é o resultado de todas as experiências sexuais vivenciadas em existências anteriores. Desta forma, nenhum de nós é totalmente homem ou mulher, mas temos características relacionadas aos dois sexos, pois ao corpo está ligado um espírito imortal.
       O fato de julgarmos os outros, ou mesmo o fato de usarmos irresponsavelmente nossa sexualidade,  tem gerado dor e sofrimento para nós e para o próximo.
       No episódio da mulher adúltera, Jesus disse: "Atire-lhe a primeira pedra quem estiver sem pecado."
       Todos estamos vivendo num instituto educacional chamado Terra; todos somos alunos em processo de aprendizagem. Se fôssemos altamente evoluídos, ou não estaríamos aqui, ou estaríamos em missão.
       A orientação sexual em si, seja ela heterossexual, homossexual ou bissexual, não revela o grau evolutivo do espírito encarnado, mas seu comportamento sexual, sim!
       Todo o comportamento sexual que estimule o uso irresponsável de nossas energias sexuais gera perturbação ao nosso equilíbrio físico e espiritual.
       Fico imaginando um homem "machão" e bem homofóbico, tendo que nascer como mulher na próxima encarnação... 
       Se o sol nasceu para todos, presente da bondade divina, não sejamos nós a julgar quem a ele tem direito.
       Busquemos o esclarecimento, pois os maiores preconceitos nascem da ignorância. Onde se acende a luz do conhecimento, as sombras do preconceito e da maldade tendem a desaparecer.
       Sugiro o livro de Gibson Bastos, mas existe farta bibliografia sobre o assunto.
       Leia, discuta com seus familiares e amigos. Vai longe o tempo em que evitávamos esse tipo de assunto. Experimente, garanto que vai dar uma "boa conversa".


  Imagem retirada da Internet

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